Quero na minha estante | 02

Olá pessoal, tudo bom? E vamos para mais uma edição do Quero na minha estante, onde vou mostrar para vocês alguns dos livros que mais desejo no momento. Como fazem 36 dias que não compro um único livro (MUITO orgulho do meu autocontrole até agora) foi difícil escolher apenas três livros para colocar aqui. E o pior é que, como pretendo ficar até dezembro sem comprar livros, acredito que não poderei ter esses nem tão cedo!

Mas vamos deixar de conversa e vamos direto ao assunto, confiram abaixo os livros da vez:

A frase que dá título ao livro de Toni Maguire, Não conte para a mamãe, poderia ser uma pacto ingênuo entre dois irmãos ou uma brincadeira entre crianças. Infelizmente, não é o caso. Na verdade, é a ameaça sofrida pela autora durante os quase dez anos em que foi violentada pelo próprio pai. Quando aconteceu pela primeira vez, a pequena e inocente Antoniette tinha apenas seis anos. Apesar da tenra idade, tudo ficou gravado em sua memória, o tempo nada dissipou: os detalhes, os sentimentos, a dor. Foi a primeira de muitas, incontáveis vezes. Não conte para a mamãe, de Toni Maguire, desvela a comovente história de um infância idílica que mascarava uma terrível verdade.
Danny é um nova-iorquino viciado em celular que, entre outros estranhos talentos, consegue detectar na própria pele se um lugar tem sinal de internet wi-fi. Quando seu primo Howard, de quem havia se afastado após uma brincadeira de mau gosto na adolescência, o convida para conhecer o castelo europeu que comprou e está reformando com a intenção de transformar em hotel de luxo, Danny acha que é uma boa oportunidade para retomar o contato e ao mesmo tempo fugir da confusão que arrumou em seu último emprego. Ao chegar lá, no entanto, as coisas começam a ficar estranhas. O torreão do castelo, que serviu de fortificação durante muitos séculos e resistiu a diversas tentativas de invasão, ainda é ocupado pela antiga proprietária - uma baronesa sinistra que parece velha demais para estar viva. Uma piscina mal-assombrada e um traiçoeiro labirinto subterrâneo completam a aura de mistério do lugar. Quando o pânico toma conta de Danny, ele descobre que a "realidade" pode ser algo em que não consegue mais acreditar. De maneira inventiva e subvertendo os limites entre fantasia e realidade, Egan constrói uma história que prende o leitor a cada página e nos faz ter vontade de reler o livro muitas vezes. 
Em um dia como outro qualquer em Chester’s Mill, no Maine, a pequena cidade é subitamente isolada do resto do mundo por um campo de força invisível. Aviões explodem quando tentam atravessá-lo e pessoas trabalhando em cidades vizinhas são separadas de suas famílias. Ninguém consegue entender o que é esta barreira, de onde ela veio e quando — ou se — ela irá desaparecer. Os moradores de Chester’s Mill percebem que terão de lutar por sua sobrevivência. Pessoas morrem, aparelhos eletrônicos entram em pane ao se aproximar da redoma e a situação fica ainda mais grave quando a cidade se vê exposta às graves consequências ecológicas da barreira.


Não conte para mamãe parece ser o tipo de livro que mexe verdadeiramente com o leitor. Não pude deixar de ficar louco pelo livro assim que soube do que ele se tratava, principalmente por ainda não ter lido nada do tipo. A vontade de ler O Torreão veio logo após ler A Visita Cruel do Tempo, da incrível Jennifer Egan. Me apaixonei pela escrita da autora de cara e não vejo a hora de ter mais um de seus romances em mãos. E por último, mas não menos importante, Sob a Redoma, do Stephen King. Gostei bastante da premissa e tenho certeza que ela será maravilhosamente trabalhada pelas mãos do autor. A única coisa não tão atrativa é o preço.

O próximo livro não entra na lista "oficial", mas vem para cá como um bônus. Essa semana a Editora Rocco está lançando o livro As Vantagens de ser Invisível com a capa do filme, e é LÓGICO que eu já quero ele. A maioria de vocês já sabe o quando amo esse livro, então não poderia deixar de tê-lo com a capa alternativa que, diga-se de passagem, achei muito boa. Confiram abaixo:


Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.

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