Emprestar ou não? Eis a questão.

Não é segredo para ninguém que amamos os livros e temos orgulho de nossas estantes, repleta deles. Adoramos tocá-los, cheirá-los, ou simplesmente olhar para eles. Amamos ter um livro em mãos e nos perder em suas páginas.

E tenho certeza que se você se identificou com o parágrafo acima já passou pela experiência de ter de emprestar um de seus “preciosos”. E como é doloroso cada momento que passamos longe deles, pensando se eles estão sendo bem cuidados e em quanto tempo demorará até termos eles juntinhos conosco novamente. E caso ainda não tenha passado é por que já deu um “NÃO!” a alguém que pediu um dos seus livros emprestado.

Sei que tem gente que não vê problemas em emprestar seus livros, mas também conheço muita gente que não empresta de maneira nenhuma, nem mesmo a própria mãe, NUNCA!

Posso dizer que estou no primeiro grupo. Acredito que livros são para serem lidos e não para ficaram eternamente parado em uma estante. Eu sei que você costuma folheá-los às vezes e até mesmo reler alguns, mas ainda me mantenho firma em minha posição, afinal, se Fábio nunca tivesse me emprestado seu exemplar de Harry Potter e a Ordem da Fênix (Sim, comecei a ler pelo quinto livro!  ¬¬’) há tantos anos atrás eu provavelmente não estaria aqui e talvez nem tivesse adquirido o hábito da leitura.

Mas não fiquem pensando que minha estante é uma biblioteca ambulante que qualquer um pega o que quer, na hora que quiser! Tenho um rígido controle de empréstimos e pode acreditar, se você está com um dos meus livros é por que tenho plena confiança em sua pessoa, mas mesmo assim sempre é bom deixar um recadinho para a pessoa que está pegando um dos meus livros:
Se você remover folhas, rasgar, picar, vincar, dobrar, deformar, desfigurar, sujar, manchar, jogar, deixar cair ou de qualquer outra maneira danificar, maltratar ou demonstrar falta de respeito com este livro, sofrerá as piores consequencias que eu puder lhe infringir.
Madame Pince.
Infelizmente, mesmo que seja raro acontecer comigo, essa confiança é quebrada. Por exemplo, estou longe do meu exemplar de Um Dia há meses, e só poderei tê-lo de volta quando a greve dos professores federais chegar ao fim. Mas não pensem que essa pessoa não teve a oportunidade de me entregar o livro antes da greve ter início, pois mesmo antes da greve iniciar ela já estava com o livro há bastante tempo.

Todavia, há algumas semanas emprestei meu exemplar de As Vantagens de ser Invisível e ele foi devolvido depois de apenas dois dias em perfeito estado. E o curioso é que dessa vez em particular eu mesmo foi quem insistiu para que a pessoa pegasse o livro. E muito maior que a preocupação sobre em que estado o livro seria devolvido era a preocupação do que a pessoa iria achar dele, pois o entreguei com o comentário de que ele era um dos meus livros favoritos.
“Quem dá um livro não está exatamente expondo a alma para uma rápida olhada, mas quando o entrega com o comentário de que é um de seus preferidos, está muito próximo de expô-la.”
O Ano Mágico da Leitura.
Não julgo aqueles que se recusam a emprestar seus livros, pelo contrário, compreendo perfeitamente seus motivos. Mas em meu caso, muito maior que o medo de emprestá-los é a felicidade em compartilhar uma coisa que amo com as pessoas de que gosto.

Em suma, sempre haverá inúmeros prós e contras na hora de emprestar um dos seus livros, basta decidir se vale a pena e se você tem coragem ou não emprestá-los. Mas agora é a vez de vocês falarem, vocês costumam emprestar livros? Já tiveram alguma experiência ruim após um empréstimo?

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