Resenha - A Maldição do Tigre

“Ele ficou descansando em silêncio, mas manteve os olhos em mim, seguindo meus movimentos. Aproximei-me lentamente da jaula. Eu me sentia atraída pelo animal e não conseguia controlar a compulsão muito forte e perigosa. Era um impulso quase tangível. Talvez porque ele fosse uma criatura tão linda.”
Só agora, depois de observar toda animação e ansiedade gerada pelo lançamento de O Resgate do Tigre, é que percebi que estava perdendo bastante por ainda não ter lido A Maldição do Tigre, livro que dá início a série de Collen Houck, e que estava parado na minha estante desde dezembro. E foi devido a todo essa animação pelo lançamento do segundo volume que, ao iniciar a leitura deste, eu estava bastante ansioso e animado pelo que estava por vir.

Após perder os pais em um trágico acidente de carro, Kelsey Hayes passa a morar com sua família adotiva no estado de Oregon, onde consegue um trabalho temporário em um circo. Lá, ela é responsável por alimentar os animais, inclusive um tigre branco, chamado de Ren, por quem Kelsey sente um estranho fascínio.

O que ela não imaginava é que Ren é na verdade um príncipe indiano, que há mais de 300 anos foi amaldiçoado a viver na forma de tigre, sendo ela à única que pode salvá-lo dessa maldição. O simples contato de Kelsey com Ren já faz com que ele recupere a capacidade de ser transforma em humano, entretanto, por apenas 24 minutos por o dia.

Aventura, mistério, ação e romance. Esses são alguns dos pontos que estão presentes na trama de A Maldição do Tigre e que me fez ansiar por cada nova página. Mais impressionante ainda é o misto de emoções que senti ao ler o livro. Em um momento eu ria, para no momento seguinte estar completamente tenso pelo que estava por vir.

Mas, sem dúvida alguma, o que mais gostei na obra foi todo o mistério em torno da maldição, principalmente pelo fato de que com ela temos a oportunidade de conhecer bastante sobre a mitologia indiana, que até então eu conhecia pouquíssimo. Além disso, Colleen Houck também nos apresenta diversos lugares, comidas, roupas e costumes indianos, mas sem nunca tornar a narrativa cansativa ou excessivamente detalhada.

Um dos pontos fundamentais da trama é o romance, que até certo ponto achei muito bem trabalhado pela autora. A “perfeição” de Ren relatada por Kelsey que narra o livro em primeira pessoa, às vezes me irritava, mas acredito que as leitoras não irão se importar com isso. Entretanto, em determinando momento do livro, acorre um conflito que abala o relacionamento dos dois, motivado pela insegurança de Kelsey, que achei extremamente bobo e desnecessário, principalmente se formos levar em consideração o momento da trama em que eles se encontravam.

Ao final da leitura a autora ainda nos deixa um ótimo gancho para o próximo volume que, como vocês sabem, já foi lançado pela Editora Arqueiro. E posso dizer com sinceridade que não tenho ideia do que irá acontecer a seguir. O Resgate do Tigre possui um leque imenso de tramas a serem trabalhadas, e, se bem trabalhadas, poderá facilmente ser superior ao seu predecessor.

0 comentários:

Postar um comentário