Listas Literárias: Top 4 livros indicados por amigos


É curioso observar como alguns dos livros que hoje considero como meus favoritos eu nem mesmo queria ler. E digo mais, muitos desses só li depois de muita insistência de amigos. E pensando nisso lembro-me de uma passagem que me marcou muito do livro “O Ano da Leitura Mágica”, que diz o seguinte:
“As pessoas compartilham os livros que amam. Elas querem espalhar para os amigos e familiares a sensação boa que sentiram ao ler um livro ou as ideias que encontraram nas páginas deles. Ao compartilhar um livro amado, um leitor está tentando compartilhar o mesmo entusiasmo, prazer, medo e ansiedade que experimentou ao ler. E por que mais o fariam? Compartilhar o amor pelos livros ou por um livro específico é uma boa coisa. Quem dá um livro não está exatamente expondo a alma para uma rápida olhada, mas quando o entrega com o comentário de que é um de seus preferidos, está muito próximo de expô-la. Somo aquilo que gostamos de ler e quando admitimos que este livro representa verdadeiramente algum aspecto do nosso ser, seja o fato de sermos loucos por romance, ou por aventura, ou secretamente fascinados por crimes.
Esse trecho é, sem dúvida alguma, a mais pura realidade, ao entregar um livro a um amigo estamos também entregando a ele um pedaço de nós mesmos. E por isso coloquei nessa lista quatro livros/séries que inicialmente não sentia a menor vontade de ler, mas que após muita insistência de amigos li e hoje estão na minha lista de favoritos.


"Gostaria de saber, disse para si mesmo, o que se passa dentro de um livro quando ele está fechado. É claro que lá dentro só há letras impressas em papel, mas, apesar disso, deve acontecer alguma coisa, porque quando abro, existe ali uma história completa. Lá dentro há pessoas que ainda não conheço, e toda espécie de aventuras, feitos e combates - e muitas vezes há tempestades no mar, ou alguém vai a países e cidades exóticos. Tudo isso, de algum modo, está dentro do livro, é preciso lê-lo para o saber, é claro. Mas antes disso, já está lá dentro. Gostaria de saber como..." 
Imagino que muitos de vocês já devem conhecer A História Sem Fim. Lembro que na minha infância era comum ver o filme passar na Sessão da Tarte, mas admito que nunca tive vontade de assistir. O livro é considerado um clássico, mas que também nunca havia despertado minha curiosidade.

Mas foi ai que o Isaac leu o livro e me recomendou bastante. Inicialmente fui relutante, mas acabei lendo e me apaixonei. O reino de Fantasia é, de longe, um dos mais incríveis mundos que tive oportunidade de conhecer. A escrita de Michael Ende é sensacional, e os personagens criados por ela são fantásticos.

Então, fazendo a junção de um cenário sensacional, o amor de Bastian pelos livros e os mais diferentes tipo de criaturas que habitam fantasia, seria impossível não gostar de A História Sem Fim.

De repente uma rachadura apareceu na pedra. Mais outra e outra. Petrificado, Eragon inclinou-se para frente, ainda segurando a faca. [...] Eragon recuou, chocado. Em pé, na frente dele, lambendo a membrana que o envolvia, estava um dragão.
Eragon, Eldest e Brisingr. Três livros que são amados por muitos, mas que também não me chamavam atenção. E foi a Larissa que fez com que eu percebesse o quão idiota eu estava sendo por ainda não ter começado a ler a série do Cavaleiro e seu Dragão.

Muitos criticam a escrita de Christopher Paolini por ser muito descritiva e arrastada, mas isso nunca chegou a me incomodar. Assim como acontece em A História Sem Fim, o mundo criado por Paoline é incrível, cheio de criaturas e possui uma mitologia sem igual.

Agora é só aguardar o lançamento de A Herança, livro que encerra esse incrível ciclo, que já foi lançado internacionalmente. E Rocco, acho que já está na hora de lançar aqui também, não é?

- E o que foi que você disse a ela? - interroga Caesar, com delicadeza.
Em vez de calor, sinto uma rigidez gélida tomar conta de meu corpo. Meus músculos ficam tensos, como antes de uma caçada. Quando começo a falar, minha voz parece uma oitava mais baixa.
- Eu jurei que venceria.
A pouco mais de um ano atrás entro em meu twitter (@WilLDuarte_, sigam!  *-*) e encontro a seguinte mensagem da Ywoolly: “Leia Jogos Vorazes. É uma ordem!”. E claro, minha resposta não poderia ser outra: “Não”.

Mas acabou que, após fazer um trato com ela, eu leria a trilogia Jogos Vorazes e ela leria o Ciclo A Herança (trato que, diga-se de passagem, só eu cumpri), li Jogos Vorazes. Foi então que a escrita ágil de Suzanne Collins, aquele mundo distópico, a crueldade da Capital e os personagens pelos quais rapidamente me apaixonei, transformaram o livro em um dos meus livros favoritos.

Em completa desolação, olhei para o mundo lá em cima. Vi o céu transformar-se de prata em cinza e em cor de chuva. Até as nuvens tentavam fugir. Vez por outra, eu imaginava como seria tudo acima daquelas nuvens, sabendo, sem sombra de dúvida, que o sol era louro e a atmosfera interminável era um gigantesco olho azul.
De todos os livros que estão nessa lista A Menina Que Roubava Livros é, sem dúvida, o livro que tem maior significado sentimental. Esse foi um dos primeiros livros que li, mas apenas depois de muita insistência de Deinha, que vivia me falando como ele era incrível.

Como na época não gostava muito de ler (na verdade só falo isso por vergonha, a verdade é que eu DETESTAVA ler), peguei o livro apenas depois de muita insistência dela. Li as dez primeiras páginas e deixei o livro na jogado por quase dois meses.

Mas em um belo dia resolvi dar mais uma chance ao livro. E a cada página que lia eu me envolvia mais com a história de Liesel. E pela primeira vez eu sentia, verdadeiramente, prazer em ler. E também foi com ele, ao final da leitura, que derramei as primeiras lágrimas da minha vida enquanto lia um livro. A primeira de muitas que ainda viriam.

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