Resenha - Julieta Imortal

“Eu não sou Ariel Dragland. Meu nome é Julieta e passei séculos entrando e saindo do corpo de pessoas diferentes, lutando pelo amor, tentando salvar almas gêmeas de Romeu, o homem que me matou. Sim, aquela Julieta. Aquele Romeu.”
Trazendo uma premissa mais que interessante, a de que o maior história de amor de todos os tempo é uma farsa, Julieta Imortal conseguiu me conquistar facilmente. Em sua releitura do clássico de William Shakespeare, Stacey Jay conseguiu criar uma estória interessante e envolvente que prende o leitor até o final da obra, e como não poderia deixar de ser, o deixa sedento por mais.

Julieta Capuleto não tirou a própria vida. Ele foi assassinado por Romeu, o grande amor de sua vida, que foi seduzido pelos chamados Mercenários do Apocalipse com promessas de vida eterna. Porém, ele não imaginava que Julieta também ganharia a imortalidade ao, momentos antes de sua morte, fazer um pacto e se tornar uma Embaixadora da Luz, que tem como missão unir almas gêmeas, impedindo assim, que os Mercenários destruam tais almas.

Ao longo de setecentos anos Julieta reencarna temporariamente em um corpo “emprestado”, para que possa fazer com que duas almas gêmeas consigam enxergar o amor que sentem um pelo outro. Do outro lado temos Romeu, que segue Julieta em todas essas reencarnações com uma missão contrária a dela, a de destruir essas almas gêmeas, fazendo com que um deles mate o outro e se torno um Mercenário, assim como ele.

Ao iniciar a leitura demorarmos um pouco até estarmos totalmente situados na estória, mas com o passar das páginas tudo vai se encaixando, as pontas que haviam ficado soltas vão se amarrando e tudo fica mais claro.

O livro, no geral, possui uma narrativa rápida, os acontecimentos e revelações surgem um atrás do outro, fazendo que a leitura seja bastante fluida. Entretanto, em certos momentos isso se torna um ponto negativo, devido ao excesso de informações que temos em alguns momentos, principalmente quando se fala sobre os Embaixadores e Mercenários.

Mas mesmo sendo um pouco confuso em certos momentos, esse lado sobrenatural acrescentado na trama por Stacey é bastante interessante e bem construído.

O romance também é parte fundamental na trama, mas claro, não falo do amor de Romeu e Julieta, já que agora os dois se odeiam com todas as suas forças. Falo de Ben, um garoto que Julieta conhece durante uma de suas missões, enquanto encarna no corpo de Ariane Dragland, e começa a sentir fortes sentimentos por ele, mas sem entender como isso é possível, já que era Romeu sua alma gêmea antes dele matá-la.

Quanto ao final da obra, posso dizer que é impressionante e muito satisfatório. De todos os finais possíveis que cheguei a imaginar nenhum conseguiu chegar nem perto do que realmente foi, e nenhum era tão surpreendente. Alguns podem dizer que ele deveria ter sido um pouco mais trabalhado, mas fiquei realmente satisfeito e acho que explicações em excesso nesse caso poderiam prejudicar mais que ajudar.

Em suma, Julieta Imortal é o tipo livro que irá deixar você vidrado em vários momentos. Stacey Jay conseguiu fugir dos clichês e nos brinda com uma estória intrigante e surpreendente, que ao seu final nos deixa sedentos por mais. E esse mais poderemos encontrar na sequência de Julieta Imortal, “Romeu Redeemed”.

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