Resenha - Querido John

Quando os lábios dela tocaram os meus, soube que poderia viver cem anos e visitar o mundo todo e nada se compararia ao momento único em que beijei a mulher dos meus sonhos e soube que meu amor duraria para sempre.”
Na juventude, por não possuir nenhuma grande expectativa para o futuro e devido ao difícil relacionamento com seu pai, John decide se alistar no exército. Após passar algum tempo na Alemanha ele volta à casa do pai durante uma de suas licenças de duas semanas, só que ele não imagina que durante essas duas semanas iria nascer nele um sentimento tão forte, que mudaria sua vida para sempre.

Em uma de suas primeiras noites de volta a cidade que nasceu John já se sentia um estranho, ele havia mudado devido ao tempo que passou no exército, mas lá tudo continuava o mesmo. E é esse sentimento de não fazer mais parte daquele local, a vontade de ficar sozinho, que o leva a ir ao píer, que o leva a Savannah.

John conhece Savannah ao resgatar a bolsa da garota que havia caído no mar, e a partir daí uma grande história de amor começa a nascer entre os dois. As duas semanas de licença de John acabam sendo as melhores de sua vida. O relacionamento dos dois nasce de uma maneira pura e bonita e aos poucos vai evoluído, amadurecendo.

Savannah ainda consegue ajudar John a conhecer melhor seu pai que sempre fora tão fechado com o filho e com todos, e com isso John passa a finalmente admirar o homem que, apesar de seus problemas, conseguiu lhe criar da melhor maneira que podia. Entretanto, tudo isso só torna ainda mais difícil o momento da partida de John. Ele tinha que cumprir seus deveres com o exercito, mas fica a promessa de que, assim que terminar sua período de alistamento ele voltaria para Savannah. Entretanto, ninguém esperava os acontecimentos do 11 e setembro, e ai John é obrigado a escolher entre seu país e o amor de sua vida.

Querido John foi sem dúvida um livro que me surpreendeu bastante. O livro não retrata apenas o amor entre os personagens principais, também é mostrada a difícil missão dos soldados que vão à guerra, e em como às vezes julgamos as pessoas sem antes tentar compreender pelo que elas estão passando, como é o caso de John e seu pai.

Também não poderia deixar de citar o exemplo de Tim. Melhor amigo de Savannah, que também é apaixonado por ela, mas que se preocupa mais com a felicidade da amiga, mesmo que isso significa vê-la nos braços de outro.


Quanto à narrativa, ela é bastante fluida, o livro é narrado pelo próprio John, que narra à história a partir de um momento no futuro. Nicholas conseguiu criar personagens com personalidades bastante definidas, só achei Savannah um pouco chata em alguns momentos, mas nada que tenha prejudicado a leitura.

Engraçado que eu espera chorar no final do livro, mas as lágrimas não vieram. Mas isso não quer dizer que não me emocionei com ele, inclusive, posso dizer que o desfecho do livro foi uma grande surpresa e bem diferente do que eu havia imaginado antes de iniciar a leitura.

E apesar desta ter sigo apenas o segundo livro do Nicholas Sparks que leio, já me considero fã do autor e já estou ansioso para ler outro de seus livros. E claro, recomendo Querido John a todos aqueles que apreciam um bom romance.

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