Resenha - Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas



“E um lobo devorou a avó.”

Certo, essa não é a melhor notícia que alguém gostaria de receber, mas foi exatamente isso que aconteceu a Ariane Narin. E pior, a menina foi abrigada a assistir tudo. Talvez você ainda não tenha reconhecido Ariane, pois os bardos a chamam por outro nome, um nome que é levado como um fardo pela menina. Tudo graças aquele chapéu branco, que banhado pelo sangue da avó e do lobo assassino se tornou vermelho.

Um legítimo e maldito chapéu vermelho.

É contando a história da menina do chapéu vermelho que Raphael Draccon inicia Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas. Um livro que comecei a ler sem nenhuma grande pretensão, mas que a cada página me surpreendeu e conquistou. Uma verdadeira obra prima que conseguiu misturar o clássico com o moderno de maneira única. Talvez até, jamais vista.

A história de passa em Nova Ether e se foca especialmente no reino de Arzallum, governado por Primo Branford, maior Rei (e notem que Rei é escrito com “R” maiúsculo) de todos os tempos. Primo é casado com a rainha Terra (e notem que “rainha é escrito com “r” minúsculo), uma Fada a qual foi dada a mortalidade devido ao seu amor, e possui dois filhos. Anísio, aquele que um dia viria a herdar a coroa do pai, o admirado pelos nobres e Axel, o amante dos plebeus, que também era muito amado por estes, especialmente pelas garotas.

Todo o reino vivia em paz desde a última caçada as bruxas, onde todas as bruxas (ou assim se pensava) foram mortas. Porém, um trágico ocorrido envolvendo uma bruxa, uma maldita casa de doces e duas crianças vêm à tona, mas logo o caso é abafado pelo Rei que não quer que a população entre em pânico com o que parece ser apenas um caso isolado de bruxaria. Essas duas crianças se chamam João e Maria Hanson, e peço que você guarde bem os nomes delas, pois elas são de fundamental importância a essa história.

Notem que todos os acontecimentos que informei nessa resenha aconteceram em terra, então agora vamos para outro local, o mar. Sim, pois é no mar que um galeão pirata está ancorado e é nele que está o maior pirata de todos os temos, Jamil, o Coração-de-Crocodilo, filho de ninguém menos que James Gancho. E é com grande pesar que informo que as intenções de Jamil não são nada boas.

E foi exatamente com esse misto de referências que Dragões de Éter me conquistou. E não pensem que essas referências param nos contos de fadas, pois podemos encontrar muitas outras como a bandas de rock, Final Fantasy, Caverna do Dragão. E é impressionante como Raphael Draccon conseguiu ligar aqueles contos que escutávamos quando crianças de maneira tão crível, interessante e fantástica.

Os personagens são de fato um dos pontos altos do livro. É quase impossível não se apaixonar por cada um deles ou odiar aqueles que devem ser odiados. Os irmãos João e Maria Hanson me conquistaram, assim como Ariane e o príncipe Axel. A humanização de tais personagens é realmente impressionante, nas páginas do livro realmente sentimos o medo, as incertezas, os desejos desses personagens, o que me fez me apegar mais rapidamente a eles.

E outro grande acerto que não poderia deixar de citar é a narrativa. Ao ler o livro se tem a impressão de que “ouvimos” a história da boca de um bardo. Por volta da página 30 já não conseguia parar de ler, pois “escutar” essa história me fez esquecer tudo e me focar apenas nela, que me fez rir e me emocionou diversas vezes. E interessante também é a estrutura dos capítulos, que focam de maneira intercalada em cada um dos personagens.

Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas me conquistou e envolveu de uma forma que poucas obras já conseguiram. Outra coisa que também é valido citar é o ótimo trabalho da Editora Leya na edição e capa do livro nesta nova edição. 

Espero ter conseguido passar um pouco de quão fantástica é essa obra e espero que vocês tenham gostado. E fiquem sabendo que já comprei a trilogia, então podem esperar as resenhas dos próximos volumes!

8 comentários:

Alinne disse... [Responder Comentário]

Desde que li o primeiro capitulo desse livro, naqueles folhetos fiquei interessada na história, ainda mais porque parece ser bastante empolgante!E a capa é linda mesmo.Quero ler!
Parabéns pela resenha.

Books e Desenhos

Caíque Fortunato disse... [Responder Comentário]

Ótima resenha, mas o livro não me interessou muito, mas mesmo assim valeu por contar mais sobre ele, que parece ser muito bom =]

http://entrepaginasdelivros.blogspot.com/

• Ӗwerton Ľenildo. disse... [Responder Comentário]

Eu amo a capa desse livro, e quero ter ele a todo custo na minha coleção * 0 * Essa história é muito boa, ótima resenha, parabéns mesmo! :D
Abraços.

papeldeumlivro.blogspot.com

PamFardin disse... [Responder Comentário]

Preciso dessa coleção, mais uma das minha enorme lista... kkkk'
'Os treze porquês' é em 1ª pessoa (contada pelo Clay), mas ele ouve a narração de Hannah quando ele escuta as fitas, sendo que aí passa a ela a contar a história :)

Beijo
aritmeticadasletras.blogspot.com

Millena Bezerra disse... [Responder Comentário]

Seguindo.

http://amorporclassico.blogspot.com

Paloma Viricio disse... [Responder Comentário]

OLá! Estou te seguindo...me segue tbm! AMei o blog.Esse livro parece ser muitooo bom! Se puder participar do meu concurso de Natal, que tem brindes super lindos! Bjus!
http://palomaviricio.blogspot.com

Andressa Tomaz disse... [Responder Comentário]

Ufa! Consegui vir aqui comentar, desculpa pela ausência.
Como acho que eu já te disse, fiquei super curiosa quando vi esse livro na livraria, a capa é muito bonita. Estava querendo saber a opinião de alguém que leu e adorei o que você falou dele.
Adoro livros que cativam desde o começo, é mais difícil abandonar!

Beijos!

Jonas N. disse... [Responder Comentário]

Porque as bruxas sempre são caçadas? que perseguição haha. Ótima resenha!

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