Resenha - O Mistério do Chocolate


“A cena que viu fez Hannah dar um pulo para trás e engolir em seco. Ron LaSalle, o herói local de futebol americano de Lake Eden, estava deitado de barriga para cima no banco do seu caminhão de entregas. Seu chapéu branco estava no chão, os pedidos da prancheta tinham sido espalhados pelo vento e um dos pacotes de cookies de Hannah estava aberto sobre o banco. Cookies de chocolate estavam espalhados por todo lado, e os olhos de Hannah se arregalaram quando ele percebeu que ele ainda tinha um de seus cookies na mão.”
Um suspense leve, divertido e delicioso. Sem dúvida são esses os melhores adjetivos para caracterizar O Mistério do Chocolate, primeiro livro da extensa série Hannah Swensen Mysteries. Tendo como base personagens carismáticos e um clima acolhedor que só as cidades pequenas possuem é fácil se deixar levar pela narrativa de Joanne Fluke. Definitivamente uma ótima pedida para quem procura algo descompromissado e, ao mesmo tempo, gostoso de ler.

Moradora da pequena e acolhedora cidade de Lake Eden e dona do Jarro de Cookies, Hannah Swensen leva uma vida normal e é feliz com isso. Seu empreendimento é um sucesso, toda a cidade parece se mover a base de seus deliciosos cookies, que servem até como suborno na hora de se livrar das multas de trânsito.

Entretanto, o impensável acontece quando Ron LaSalle é encontrado morto atrás da confeitaria de Hannah. E ela, sendo cunhado do investigador do caso, acaba se envolvendo na investigação do assassinato, sempre xeretando onde não deveria e se metendo em enormes enrascadas. E mesmo o mistério nem sendo tão misterioso assim é fácil se envolver devido ao carisma imenso de Hannah, que sempre faz o possível e impossível para chegar às respostas que procura.

Um dos segredos para apreciar a leitura de O Mistério do Chocolate é sem dúvida não levar o livro tão a sério, ele por si só não faz isso. O propósito dele e divertir e isso ele consegue fazer muito bem. A polícia da cidade, por exemplo, é uma verdadeira piada, para não dizer que são completos inúteis, mas isso não chegou a me incomodar em momento algum da leitura, pelo contrário.

O clima acolhedor de cidade pequena é um dos fatores que consegue nos prender a leitura do livro. Esse clima aconchegante é um diferencial ótimo para trama e funciona extremamente bem em conjunto com os personagens carismáticos presentes no livro, em especial, Hannah, protagonista por quem possuo uma enorme paixão, não só por causa de suas habilidades culinárias, mas também por seus cabelos ruivos. E Deus sabe como sou apaixonado por ruivas.

Outro diferencial são as receitas dos cookies de Hannah que encontramos do livro. Cada um parecendo mais delicioso que o outro, portanto, esse livro não é nem um pouco indicado para aqueles que estão de dieta! 

Em suma, O Mistério do Chocolate cumpre bem o seu propósito de entreter. Um livro sem grandes ambições, mas que justamente por isso consegue proporcionar momentos agradáveis e divertidos ao leitor em meio às investigações e confusões de sua protagonista. De fato, posso afirmar que a frase gravada na capa do livro não mente, este é sem dúvida um suspense de dar água na boca.

Resenha - A Morte da Luz

“Dirk contemplou a água, onde o grande sol vermelho, esgotado e capturado, balançava assustadoramente para cima e para baixo no lendo deslizar das ondas. E quase pode ver os fantasmas dos quais ela falava, espectros que se apinhava, nas duas margens do rio e cantavam lamentos por coisas que havia muito perdidas.”
Se eu já admirava o trabalho do autor George R. R. Martin antes, agora, após ler A Morte da Luz, seu romance de estreia, passei a admira-lo ainda mais, coisa que eu nem imaginava que fosse possível. Não que este livro seja melhor que A Guerra dos Tronos ou qualquer outro livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo. Na verdade, nem acredito que tal comparação seja aceitável, já que ambas são obras distintas e possuem seus próprios méritos.

Worlorn é um planeta moribundo. Após um grande festival que reuniu povos de diversos planetas, onde cada um deles construiu uma cidade de acordo com as características de sua cultura, o planeta é quase que completamente abandonado, preso ao crepúsculo, seguindo em direção à noite sem fim.

E é para esse cenário que Dirk t’Larien é levado atendendo ao chamado de Gwen, um antigo amor que parecia perdido. Mas a realidade é bastante diferente do que Dirk imaginava. Gwen agora está ligada a Jaan Vikary e Garse Janacek por laços culturais que Dirk não entende e nem aceita. E mesmo sem ter completa consciência das consequências de seus atos, ou de quem é amigo ou inimigo, Dirk fará o possível para libertar sua amada de tal vinculo.

Sou obrigado a admitir que iniciei a leitura de A Morte da Luz com as expectativas um pouco baixas devido a alguns comentários negativos que li sobre o livro anteriormente. E durante as primeiras páginas do livro até cheguei a considerar que tais comentários estavam corretos, já que seu início é um pouco lento e bastante introdutório.

Entretanto, ao estudar a cultura que me era apresentada com mais atenção, fui percebendo o quão interessante, complexa e fascinante ela era. E mais, com o passar das páginas fui percebendo o quão importante foi essa introdução feita pelo autor. George R. R. Martin, mais uma vez, começava a me maravilhar com o seu dom de criação.

E como se isso não fosse o suficiente, ainda temos uma gama de personagens tão interessantes quanto o cenário político-cultural da obra. Cada um deles está lutando por aquilo em que acredita, e por isso existem inúmeros momentos em que é quase impossível decidir quem está certo ou errado em meio a tantos acontecimentos.

Acredito que entre os quatro personagens principais seja impossível destacar apenas um como o mais importante. Cada um deles possuem seus drama e conflitos internos, o que torna a leitura ainda mais fascinante. Nenhuma luta é mais dolorosa do que aquela contra si mesmo e aqui podemos encontrar muito disso. O choque cultural, a honra, os laços entre esses personagens. Elementos chaves que ajudam a tornar essa trama tão grandiosa.

Já em seu primeiro livro Martin mostrava o quão grande autor ele seria. Em A Morte da Luz encontramos uma trama fascinante, repleta de significado e de uma profundidade que vai muito além das páginas. Somos apresentados a um planeta errante, fadado à morte, mas que sem dúvida alguma ficará na mente daqueles que tiverem a oportunidade de conhecê-lo por muito tempo. Mesmo após a chegada da noite sem fim.

Resenha - Fios de Prata

“Tu inspiraste Rowling e foi nas terras de Morpheus que se moldou Hogwarts. Tu inspiraste Tolkien, e foi nas terras de Phantasos que se anexaram as extensões da Terra-Média. Tu inspiraste Lovecraft, e em minhas terras se fixou Miskatonic. Então eu te pergunto com sinceridade, Anjo: até onde vai tua vontade de ser coadjuvante em um mundo de formas e pensamentos?”
Mesmo já tendo sido cativado pela escrita de Raphael Draccon não pude deixar de me surpreender e passar a admirar ainda mais o autor após ler Fios de Prata. A forma como Draccon conduz sua narrativa, misturando o real com o fantástico de maneira extremamente crível, fez com que eu ficasse completamente imerso nas 350 páginas desta obra, como em um sonho do qual eu não queria acordar.

Logo nas primeiras páginas somos apresentados a Allejo, um jogador de futebol que mesmo com pouca idade já conseguiu chegar ao topo do mundo. Dinheiro, mulheres, fama, tudo parece estar ao alcance dele, com apenas uma exceção: uma boa noite de sono. Há meses, terríveis e vívidos pesadelos atormentar o jogador que mesmo já tenho procurado todo tipo de ajuda médica não consegue se livrar deles.

O que Allejo não imagina é que sua alma fora escolhida como a principal peça de um quebra-cabeça envolvendo uma disputa onírica entre os três deuses do Sonhar: Morpheus, Phantasos e Phobetor. E pior, que sua amada, Ariana, é inserida no meio disso tudo por sua culpa, o que faz com que ele seja obrigado a cumprir uma promessa feita a ela.
“Por você eu iria até o inferno, Ariana.”
Existem promessas que não deveriam ser feitas.
E é em meio a essa guerra que somos apresentados e logo nos encantamos pelos reinos do Sonhar. E é ai que Draccon acerta em cheio, pois Fios de Prata funciona como uma ode não só a literatura fantástica, mas também aos autores que mudaram sua vida, como ele próprio afirma. Durante a leitura encontramos inúmeras referências a autores e obras fantásticas – além de elementos a cultura pop, como em Dragões de Éter – que tornam a experiência de ler Fios de Prata ainda mais apaixonante.
Outro ponto chave da narrativa é o romance entre Allejo e Ariana. Ambos os personagens são extremamente cativantes e parecem completar um ao outro de maneira única. Um amor que definitivamente faria qualquer homem ir até o inferno por sua amada, caso fosse necessário.
Interessante também é observar as consequências que essa guerra traz para Terra. Sete bilhões de sonhadores, mesmo que de forma inconsciente, estão envolvidos nela e muitos são afetados, de maneiras negativas ou positivas. Pessoas que poderiam ter futuros fantásticos se conformam com uma vida medíocre, milhões de sonhadores são acordados bruscamente durante a noite e não conseguem mais voltar a dormir, milhares de almas são danificadas.
Também não poderia deixar de destacar aqui a forma como o autor conseguiu me emocionar em diversos momentos da narrativa. É difícil explicar a forma como isso aconteceu, pois esses momentos são tão simples e bonitos que não é possível reproduzi-los aqui de forma que faça jus a eles. Só lendo para saber - e sentir.

“Na cidade de São Paulo, uma empresa do ramo de construções organizara uma ida de crianças carentes ao cinema. A maioria nunca havia visto uma projeção na tela grande. O filme escolhido fora o anime A Viagem de Chihiro, do japonês Hayao Miyazaki. E levando em consideração o filme escolhido, é possível apenas imaginar o que significara aquelas duas horas e cindo minutos para um grupo formado de crianças abandonadas pelos pais e portadoras de HIV, que – como todas as crianças – mereciam sonhar.”
Inicialmente, acredito que pelo fato de não estar familiarizado com a mitologia presente na trama, demorei um pouco a me situar na leitura, o que pode vir a incomodar alguns caso aconteça o mesmo. Mas a verdade é que isso não se torna um problema devido à qualidade do texto e a boa introdução do autor.
Desde a primeira página de Fios de Prata fui imerso em um mundo que eu já conhecia, mas por uma nova perspectiva que me deixou completamente maravilhado. Uma narrativa repleta de guerras épicas, seres malignos, romances, esperança e sonhos. Principalmente sonhos. Não percam está incrível e maravilhosa oportunidade e se deixam vagar pelos reinos do Sonhar.

You may say I’m a dreamer,
But I’m not the only one…
I  hope some day you’ll join us,
And the world will live as one
(John Lennon)

TAG - Skoob: Minha Estante Virtual


Muitos blogs estão respondendo essa Tag relacionada ao Skoob, então resolvi responder também. Espero que gostem!



1- Quantos livros lidos você tem na sua aba LIDO no skoob?

Tenho 133 livros lidos no Skoob. O número deve ser um pouco maior por conta de livros que li antes de criar meu skoob, mas como não costumava ler muito no tempo de escola acredito que a diferença é mínina.

2- Qual livro você está lendo?

No momento estou lendo o livro Fios de Prata, do Raphael Draccon. Estou quase no fim dele e desde já recomendo a leitura a todos! O autor conseguiu me surpreender mais uma vez com sua escrita.

3- Quantos livros tem na sua aba VAI LER?


Acredito que a aba de “Vai ler” é a menos atualizada do meu skoob. Tenho apenas 220 livros cadastrados e sei que esse número é muito maior.

4- Você está relendo algum livro? Qual é?


Não estou relendo nenhum livro no momento. Na verdade é bem raro que eu releia algum livro devido à sempre grande fila de leitura. Entretanto, vez por outra releio algum dos livros da série Harry Potter, apesar de não ter relido nenhum este ano.

5- Quantos livros você já abandonou? Quais são eles?


Na aba de “Abandonou” tenho apenas um livro, O Coração dos Heróis. Não costumo abandonar livros, sempre que não gosto de algum me forço a ir até o fim, mas com O Coração dos Heróis não teve jeito. Esse era um livro que eu estava extremamente ansioso por ler e esperava que eu fosse amá-lo. Entretanto, não foi bem assim. O livro é completamente diferente do que eu havia imaginado inicialmente e simplesmente não consegui me adaptar ao estilo narrativo dele. Consegui chegar até a página 100 do livro e se você me perguntar qualquer coisa sobre a história eu provavelmente não saberei responder.

6- Quantas resenhas você tem cadastradas no skoob?


Não costumo colocar com frequência resenhas no Skoob por pura preguiça, então no momento tenho apenas 10 resenhas cadastradas.

7- Quantos livros avaliados você tem na sua lista?


Mesmo achando muito limitada a forma de avaliação com apenas 5 estrelas sempre costumo avaliar livros nos Skoob, com algumas poucas exceções. Ao todo são 111 livros avaliados.

Um curiosidade é que um dos livros que não está avaliado é A Dança do Dragões pelo seguinte motivo: não acho que o livro mereça ganhar cinco estrelas, mas ao mesmo tempo acho inaceitável dar menos de cinco estrelas a ele devido ao nível de complexidade e criacionismo que George R. R. Martin conseguiu chegar.

8- Na aba FAVORITOS, quantos livros você tem registrados? Cite alguns.

Ao terminar de ler um livro que gostei muito acho extremamente complicado dizer se ele se tornou ou não um dos meus favoritos e por isso são poucos os que estão nessa lista, apenas 7. E mesmo assim acredito que hoje eu já poderia tirar alguns desses.

Apenas dois livros que li esse ano entraram na lista, As Vantagens de ser Invisível (alguma surpresa?) e O Nome do Vento.

9- Quantos livros você tem na aba TENHO?

Ao todo tenho 147 livros.

10- Quantos livros você tem nos DESEJADOS?

Tenho apenas 33 livros na aba de desejados, mas essa lista é bem maior.

Uma curiosidade é que geralmente quando desejo toda uma série de livros não costumo marcar todos os livros da série como desejado de uma vez. Marco apenas o primeiro e só marco o segundo após já ter o primeiro e assim por diante.

11- Quantos livros emprestados no momento? Quais?


No momento três dos meus livros estão emprestados, As Vantagens de ser Invisível, Livraria Limítrofe e Destino.

12- Você quer trocar algum livro? Quais são?


Não costumo trocar livros com freqüência no Skoob, sempre me apego demais a eles, mas vez por outro troco algum livro. No momento tenho apenas um livro para troca que é Private, do James Patterson.

13- Na aba META, quantos livros você tem marcados? Cumpriu essa meta?


Minha meta para 2012 está em 67 livros, sendo que apenas 48 foram lidos até agora. Ou seja, 72% dos livros, totalizando 16.260 páginas. Definitivamente não conseguirei atingir tal meta, principalmente se for levar em consideração meu ritmo de leitura nas últimas semanas.

14- Qual é o número no teu paginômetro?


42.201

15- Qual o link do teu perfil do Skoob?

http://skoob.com.br/usuario/177492